"Não precisamos deixar de consumir carne, temos apenas que ter consciência do que estamos consumindo. Não adianta consumir qualquer coisa, temos que saber o que estamos consumindo, rastrear esse produto." Joveline de Carvalho
Nunca parei para pensar sobre o que ocorre com os produtos que eu consumo antes de comprá-los. Porém, se nós fossemos rastrear a carne, teríamos que rastrear também o sapato, o carro, o leite, a roupa, as frutas e tudo o que compramos. Não estou dizendo que a consciência não é importante. Mas é preciso lembrar que rastrear a origem de tudo que consumimos não é uma tarefa fácil. Além disso, essas informações nem sempre estão acessíveis.
Deve haver órgãos responsáveis pela fiscalização dos produtos. Dessa forma, não deveria chegar no comércio produtos com tantas irregularidades. Contudo, sabemos que a realidade não é bem essa. Então, o que devemos fazer? Como podemos rastrear a origem e a forma como tudo que consumimos é produzido? Essas informações são de fácil acesso?
Além disso, não é que os consumidores "não queiram saber ou ignorem" que o maior fator de desmatamento na Amazônia é a pecuária extensiva ou "não queiram saber ou ignorem" os outros problemas que envolvem esses produtos. Essas informações, simplesmente, não são repassadas para muitas pessoas. Como ser um consumidor consciente se você não possui conhecimento necessário sobre os produtos ou se essas informações não são repassadas como deveriam?
Você tem razão. Como professor de Ciências Ambientais, sou contra a paranoia. A questão é trabalhar com a informação que se tem em mãos. À medida que a gente sabe a origem "negativa" de determinado produto, é nossa tarefa controlar o consumo.
Consumo consciente é tudo aquilo que você está fazendo de modo que não prejudique você e nem além da pessoa. Mas neste nosso mundo são poucas as pessoas, é de contar nos dedos quem são os consumidores conscientes, onde tem noção sobre o impacto de seu próprio consumo. Onde estão estas informações? Tem que ser mais investida nos meios de comunicação, nos rótulos das embalagens, para que se tenha consciência de se levar este ou não levar aquele. Não é só a carne, estou falando num todo, porque a carne eu acho que o André está extrapolando demais neste vídeo, que só os pecuaristas têm a culpa, e onde está o governo para fiscalizar. O discurso do consumo consciente entra um pouco na contramão, fazendo nós apenas refletirmos sobre o que está acontecendo, mas a mão pesada que tenha que entrar neste caso é a do governo para fiscalizar. As pessoas precisam se alimentar, comprar roupas, usar água, energia, mas tudo isto gera algum impacto sobre alguma coisa, pois se levar-mos ao pé da letra sobre tudo o que iremos fazer, não vamos a lugar nenhum. O ideal é que haja uma reflexão no consumo, principalmente nas políticas de meio ambiente. Geovane Lopes Roldão
Se os meios de comunicação devem ampliar a cobertura na área, é possível entender que o André Trigueiro está a fazer a parte dele para "apagar o incêndio".
Com certeza não vou deixar de consumir carne. Talvez no máximo saber da procedência do produto, mas mesmo assim isso é bem difícil. No vídeo foi falado da questão da carne, mas se formos olhar o que é feito sem agredir ninguém vamos achar pouquíssimos produtos. Ou o trabalho semiescravo nos Tigre Asiáticos deixa a gente consumir produtos como tênis, eletrônicos e etc. Acho que não. Essa é à base do capitalismo. Um povo sempre vai sair perdendo para o outro se dar bem. Na questão do consumidor o que falta é informação. Mas obvio que não viria estampado no rótulo: “Essa carne foi feita após desmatamento de 10000 hectares de floresta” e “Esse tênis foi feito por um trabalhador tailandês que recebe cinquenta centavos a hora”. Como informar? É complicado, 99% das pessoas não vai entrar na internet para saber se a carne que está consumindo vem de boa procedência ou não. Para isto que existem os órgãos fiscalizadores. Se tem algo de errado, precisam ser punidos. Mas se isso não acontece, é quase impossível o consumidor fazer justiça. Daí entra o papel da imprensa de informar quando isso acontece. O que é raro, bem raro. Apenas casos famosos com o do Chico e da Doroty. Claro que os jornalistas devem ser bastante ameaçados se entregarem qualquer esquema. Falta segurança, faltam muitas coisas. É difícil ver um cenário diferente do que é o explicado pelo vídeo pelos motivos que eu falei. Mas é nosso papel, de jornalista informar o que não está certo. E isso que o André Trigueiro falou existe, a população precisa ficar sabendo. Por que para tirar um presidente do poder se faz campanha na TV e para falar sobre questões sérias não existe muita divulgação? ($$)
Interessante a sua frase sobre o capitalismo. Minha sugestão é trabalharmos para um capitalismo mais "humano". O curioso é que sempre provoco risos quando lanço essa tese...
Falar em conscientizaçãoé facil, dificil e ela torna-se real,até porque ninguém conscientiza ninguém. Se tratando de consumo então, a coisa piora. O consumo é exagerado em roupas, eletroeletronicos, calçados, enfim em tudo. Em relação a carne citada por André, há equivocos, quando ele se refere sobre os pecuaristas. Pois se observamos bem todos tem culpa, o que falta é uma politica por falta do governo que resolva o problema sem causar danos a pecuaristas e consumidores. Mariani Rocha
Falar em conscientizaçãoé facil, dificil e ela torna-se real,até porque ninguém conscientiza ninguém. Se tratando de consumo então, a coisa piora. O consumo é exagerado em roupas, eletroeletronicos, calçados, enfim em tudo. Em relação a carne citada por André, há equivocos, quando ele se refere sobre os pecuaristas. Pois se observamos bem todos tem culpa, o que falta é uma politica por falta do governo que resolva o problema sem causar danos a pecuaristas e consumidores. Mariani Rocha
O vídeo é curto, mas traz uma discussão gigante. Nunca parei para pensar na carne que como e em todo o trajeto que ela passa. É até estranho parar para pensar nisso, porque comemos automaticamente. Apenas vamos ao mercado, ou açougue, e compramos a carne. Vendo o vídeo, com toda certeza consigo ver de outra forma. Mas é uma forma que não agrada ninguém. Pois quem vai ficar pensando que o seu delicioso churrasco afeta a natureza, ou a vida social de outras pessoas? É de se contar nos dedos quem pensaria nisso.
Quem sabe com propagandas na televisão e outras publicidades, as pessoas se tornam mais conscientes em relação a carne. Mas não consigo entender o que elas ganhariam se tornando conscientes. Algumas virariam vegetarianas no processo, outras apenas lembrariam que têm um churrasco para fazer no final de semana.
O jornalista fala da situação dos pecuaristas, como se eles fossem bandidos. Alguns devem ser que matam pessoas por terra. Mas outros trabalham de forma digna.Não tem como termos o país todo cheio de florestas. A mata tem diminuído, dando espaço aos pastos. Isso é ruim, mas alguém sempre tem que sofrer. Pois assim é o capitalismo. Só pensa no dinheiro.
Certa vez, uma professora da faculdade disse que a primeira tarefa do dela como educadora era desconstruir a Globo. Bom, as pessoas não iriam deixar de assistir por causa disso. Porém, iriam assistir com outros olhos. O André está no papel dele de revelar a situação. As pessoas, com a informação em mãos, é que vão decidir o que fazer.
Saber de onde vem o produto e sua procedência é um pouco complicado. No vídeo, o jornalista lembra da Amazônia, das mortes de seringueiros e do Para na morte de missionários. Ele não fala que nesses casos os mortos foi por causa da falta de segurança, dos ideias em que defendiam,sem contar que Chico Mendes vem de uma geração que lutava pela Amazônia há muito tempo.
Ser consciente não é somente deixar de comer carne, mas sim, no dia a dia ter pequenos gestos que podem transformar o dia de qualquer um. Quando ele fala da carne, ele diz que temos que ter consciência do que estamos consumindo, mas não vamos ser hipócritas, tem pessoas que não tem o que comer. Fácil falar quando se vive em um país de terceiro mundo e que muitos lutam dia a dia para por pão na mesa.
Existem sim, pessoas que são mantidas em trabalhos escravos, mas exitem leis para combater isso, e não é deixar de comer carne que vai resolver esse problema. E com certeza esses problemas não são divulgados, muitos ainda acreditam que não existem. O jornalista tem que buscar a verdade e estampá-la para todos verem o que realmente acontece.
Essa frase resume tudo: "Ser consciente não é somente deixar de comer carne, mas sim, no dia a dia ter pequenos gestos que podem transformar o dia de qualquer um".
Bom, não sabia disso e nunca pensei nisso. Consumidores consciente no Brasil é raro, digo por mim que não sabia dessa informação. Acho que muitos não se preocupa da onde vem a carne que vai consumir, não só a carne mas outros produtos.
Penso que o cidadão não tem obrigação de saber da onde ela vem. Quem deve saber da onde ela vem e se esta legal ou não são as autoridades.
Lei esta ai para penalizar os criminosos, agora porque alguém fraldou a lei não se deve consumir carne?
Apesar de saber do processo pelo qual muita carne passa antes de chegar ao consumidor e principalmente os pontos negativos que agregam para o meio ambiente, confesso que não consigo saber a procedência da carne que como, especificamente. A conscientização é uma questão árdua de ser trabalhada, ainda mais quando não se tem muito apoio de autoridades, indústrias e principalmente dos meios de comunicação. Muitas pessoas não tem consciência de casos como esse e as que têm, boa parte simplesmente ignoram porque acreditam que frente à isso não se pode fazer nada. Quanto a carne, especificamente, fica mais claro que essa conscientização torna-se mais difícil já que os grandes latifundiários possuem poder suficiente para que tudo continue de maneira impune, tornando as terras daquela região uma terra sem lei. Muito já debatemos sobre isso na questão do desmatamento, mas outro diferencial do assunto é que a carne é um alimento muito consumido e que em hipótese alguma deixariam de comê-la. Acredito que não é necessário deixar de comer, de maneira alguma. Basta um pouco mais de informação por parte das pessoas, um pouco mais de esclarecimento, de conhecimento. Hoje, com a internet podemos ter acesso a muitas questões e sites que esclarecem esse tipo de assunto. Claro que é fácil e bonito falar, difícil é colocar em prática. Mas uma parte inegável e muito importante no discurso de André é a parte que ele fala que consumir é um ato político. O que consumidos e como consumimos acabam moldando nossa maneira de encarar os problemas apresentados na sociedade. O sistema capitalista visa lucrar no consumo desinformado e desenfreado e se as pessoas realmente não concordam devem ter um pouco de responsabilidade quando se trata desse tipo de assunto. A carne realmente é uma questão complicada, mas atualmente já podemos saber a procedência de produtos como roupas e cosméticos, por exemplo. Há algum tempo ninguém se importava de como eram fabricados esse tipo de coisas, então, quem sabe em futuro próximo a carne também possa ser consumida de uma forma mais racional. Cabe sim ao consumidor se informar, ainda que não seja fácil e para os futuros jornalistas, vale lembrar que não é preciso deixar de consumir, mas é preciso sim ser responsável.
A ideia do Andre Trigueiro sobre consumo consciente é valida, mas não é funcional. Por que mesmo que a população se interesse em saber de onde veio a carne consumida, de nada vai adiantar. Afinal na embalagem não vai dizer se foi desmatado floresta para cultivar gado ou não. E como nem todas as pessoas estão cientes sobre o desmatamento em cercos locais da Amazônia, não iria resolver.
Acredito que somente o Governo possa fazer algo que ajude a reduzir o desmatamento. Os pecuaristas tem força no Norte do Brasil, mas o Governo tem dinheiro, o exército e a vontade do povo a seu favor para acabar com o desmatamento desnecessário.
E sobre a ideia do consumo consciente, ele só daria certo se as pessoas parassem de comer carne, aí iria reduzir a produção de gado e logo o desmatamento que se faz para criar gado. Como isso é praticamente impossível de acontecer, afinal as pessoas não ligam com a forma que o animal foi morto e dilacerado para virar torresmo. Então é melhor cobrar o Governo mesmo.
A questão abordada por André Trigueiro sobre rastrear os produtos não é válida assim, ao menos, não para o consumidor, pois se fossemos rastrear a carne, teríamos que rastrear também outros tantos produtos que compramos. Não afirmo que a consciência não é importante, mas é preciso lembrar que rastrear a origem de tudo que consumimos não é uma tarefa fácil. Além disso, precisamos de tempo o suficiente para adquirir essas informações, e nem sempre estarão disponíveis para o consumidor. Além de tudo isso, o próprio consumidor ainda tem a credibilidade naquilo que compra, pois tem o entendimento de que por trás de tudo isso há um órgão responsável por fazer a fiscalização dos produtos. Mesmo que muitas vezes esse (s) órgão (s) não conseguem trabalhar de forma positiva com todos os produtos, mas nós consumidores adquirimos com boa fé, crendo em ser algo legal.
Assistindo ao vídeo lembrei do filme Nação Fast Food. O longa metragem trata de todo o processo que envolve a produção dos hanburgueres nos EUA. O consumidor não tem a noção do caminho percorrido até que produto chege à ele, desde de o abate do gado até os últimos detalhes. Além disso, o filme foca na mão de obra dos latinos que é utilizada neste processo. Toda a exploração que o sistema impõe à essas pessoas para que o resultado final seja alcançado e todo o jogo político que isso tudo desencadeia. É justamente sobre isso que o discurso do vídeo trata. Não acredito que simplesmente deixando de consumir isso se resolva, pois somos refém de um condicionamento que vai além das nossas intenções. Mas acho que a politização tem que estar em uma postura de cobrança e reivindicação. Exigindo que haja um monitoramento e controle de todas essas ações por parte do Estado.
Concordo. E renovação na política também. Às vezes, comentamos que os nomes são sempre os mesmos. Mas por que a gente não vai lá fazer a nossa parte, não é mesmo? Bom, se você se candidatar, me chama pra ser assessor. Ou ministro...hehehe...
Bom, se formos rastrear tudo o que consumimos não viveremos. Mas acredito que esse não é dever de quem consome, e sim de quem libera esses produtos. O nosso dever é enquanto consumidores analisar a necessidade de se consumir algo. Ser consumidor consciente não é saber de onde ver os produtos, mas sim evitar desperdícios, reaproveitar o máximo os materiais, reciclar, etc. Como seres humanos ter hábitos conscientes.
Bem, se pararmos nem que seja por alguns segundos para pensar no processo em que cada produto que consumimos passa até chegar em nossas mãos, não comeriamos nada então! Sei que algumas coisas são de nosso conhecimento, já outras necessitam de pesquisa para que se possa entender exatamente o contexto. E não é algo fácil e que se encontra em qualquer lugar, a divulgação é algo bastante pobre, pois a maioria da população é leiga sobre este assunto. O jornalista generaliza de tal forma que acaba formando uma imagem de que todo pecuarista é um matador mesquinho. Pobre colocação do profissional, pois felizmente o fato não é bem assim. Ele estufa o peito para falar do consumo conciente, mas nada me admira se exatamente neste momento domingo quase meio dia o churrasco dele esteja assando para alimenta-lo no almoço. Não vou deixar de comer carne, apesar de consumir em baixa escala vou continuar no fluxo. Consumi-la é um prazer para o ser humano está presente nas comemorações com os amigos, famíliares e já é tradição em muitas culturas. Quando se trata de uma disputa, sempre alguém vai sair perdendo é fato. Se a solução para mudar tudo que estivesse irregular fosse parar de consumir carne, aí sim concordo em não come-la. Rafaela Trombin Maciel
Essa informação eu já havia lido. Quem lê qualquer revista sobre meio ambiente e política, teria o conhecimento sobre o que o jornalista ressaltou no vídeo. Concordo com ele quando ele diz que temos que ter a consciência de onde vem o nosso alimento, saber que até a carne que vou comer no almoço, até chegar à minha mesa passou por um processo. Obviamente que eu sei que é desmatado matas para a criação de cabeças de gado, mas ao mesmo tempo, precisamos nos alimentar. Mas o que também tem que ser debatido é que as áreas estão sendo tomadas, com o consentimento do governo. Ninguém fala nada sobre isso, o governo tem que limitar e fiscalizar. Ou vocês acham que o Brasil inteiro tem que parar de comer carne? Vem cá, o motor de uma motocicleta, polui mais do que um carro, você não usa mais sua moto por isso? O que tem que haver é um consumo consciente, fiscalização do governo para proteger a Amazonia. Lucas Sabino
Interessante a comparação que você fez entre a moto e o carro. Existem outros exemplos parecidos. A ideia não é relativizar tudo, mas essas comparações são importantes para ampliar nossa visão.
Acredito que o consumo consciente só vai haver quando toda uma política e educação forem impregnadas na sociedade. Assim como foi com o consumo exacerbado. Ou vocês acham que somos consumistas porque nascemos pensando em comprar? A influência do consumo está sempre ligada à comparação de uma sensação. O prazer é uma delas. No entanto, apesar de consumir mais, quando há uma publicidade de determinado produto, algumas pessoas procuram saber sua origem, porque muitas vezes duvidam da qualidade exibida na mídia. Por exemplo Mc Donalds, Subway, etc. Mas agora, quanto à necessidade? Precisamos nos alimentar para sobreviver. A carne é um produto tão necessário na mesa de carnívoros que ninguém se dá o trabalho de realizar toda uma ideologia e propaganda para ser comprada. Talvez seja por isso que não é questionada sua origem. Somos tão acostumados a comprar e questionar somente o que nos seduz, que esquecemos que produtos de nossas necessidades também devem ser questionados.
Atualmente existe uma série de sistemas utilizados para mostrar a origem da carne ingerida pelo consumidor. O detalhe nisso tudo é que elas são utilizadas principalmente para fim comercial e não social. Recentemente tive contato com um comprador/intermediador de carnes que atende grandes redes supermercadistas de Criciúma e região. Explicou-me que os detalhes da origem do produto são os mais variados possíveis,desde a idade do animal até a origem dele e, ainda, quem era a matriz geradora do animal. Mas, como ressaltado, apenas para fins comerciais. Outro artificio bastante utilizado e agora obrigatório em todos os bovinos e bubalinos é o tal do brinco. Ali são registradas parte das informações necessárias do animal. E para completar, recém criado principalmente em SC, o Guia de Trânsito Animal - GTA . O documento, exigido para movimentação de animais agora passa a ser emitido eletronicamente em qualquer uma das unidades de Defesa Agropecuária do estado ou Postos Municipais, que funcionam através de convênio com as prefeituras. Tendo como base todas estas tecnologias para rastreamento do animal, e consequentemente da carne, falta apenas a iniciativa da divulgação destas informações de forma clara nas gondolas de supermercado aos consumidores. Ao meu ver, isso não deverá acontecer. O motivo é simples. Mercado. Se as pessoas sabem que a carne é oriunda de um local de desmatamento ou de conflitos agrários acabará comprando o outro produto. Mas vale ressaltar que isso também dependerá do concumidor CONSCIENTE.
Certa vez, uma batatinha que sempre liderava o mercado perdeu espaço para a concorrente. Esta última escreveu na embalagem "sem colesterol". O problema é que ambas as batatinhas eram fritas em óleo vegetal, ou seja, não tinham colesterol. Para voltar ao topo, a antiga líder escreveu na embalagem a frase "totalmente sem colesterol". E recuperou as vendas.
a questão levantada é boa para discução, mas não seria viavel por em prática. Não é função do cidadão comum vigiar e rastrar a origem daquilo que consome, quem deveria fazer isso são os orgãos competentes, e se nem os que devem nao fazem, muito menos o fará o cidadão.
A relação feita pelo jornalista entre cidades com alto índice de violência e pecuária é, no mínimo, subjetiva. Uma coisa pode estar ligada a outra, porém não nas proporções citadas. Foi o mesmo que ocorreu nos EUA na década de 1920, quando implantaram a lei seca achando que criminalidade das cidades estava diretamente vinculada com o consumo de alcool. Após 12 anos viram que a situação nao havia melhorado e a lei foi abolida.
A questão de se importar com a procedencia dos produtos que consumimos é nobre, mas porque então se importar somente com a carne? Se fossemos boicotar todos os produtos de origem duvidosa que usamos acabariamos regredindo pra idade da pedra. Vivemos em uma sociedade capitalista, que muitas vezes chega a ser desumana, mas dos males o menor.
"Não precisamos deixar de consumir carne, temos apenas que ter consciência do que estamos consumindo. Não adianta consumir qualquer coisa, temos que saber o que estamos consumindo, rastrear esse produto." Joveline de Carvalho
ResponderExcluirSer um consumidor consciente é uma tarefa fácil?
ResponderExcluirNunca parei para pensar sobre o que ocorre com os produtos que eu consumo antes de comprá-los. Porém, se nós fossemos rastrear a carne, teríamos que rastrear também o sapato, o carro, o leite, a roupa, as frutas e tudo o que compramos. Não estou dizendo que a consciência não é importante. Mas é preciso lembrar que rastrear a origem de tudo que consumimos não é uma tarefa fácil. Além disso, essas informações nem sempre estão acessíveis.
Deve haver órgãos responsáveis pela fiscalização dos produtos. Dessa forma, não deveria chegar no comércio produtos com tantas irregularidades. Contudo, sabemos que a realidade não é bem essa. Então, o que devemos fazer? Como podemos rastrear a origem e a forma como tudo que consumimos é produzido? Essas informações são de fácil acesso?
Além disso, não é que os consumidores "não queiram saber ou ignorem" que o maior fator de desmatamento na Amazônia é a pecuária extensiva ou "não queiram saber ou ignorem" os outros problemas que envolvem esses produtos. Essas informações, simplesmente, não são repassadas para muitas pessoas. Como ser um consumidor consciente se você não possui conhecimento necessário sobre os produtos ou se essas informações não são repassadas como deveriam?
Ketully
Você tem razão. Como professor de Ciências Ambientais, sou contra a paranoia. A questão é trabalhar com a informação que se tem em mãos. À medida que a gente sabe a origem "negativa" de determinado produto, é nossa tarefa controlar o consumo.
ExcluirConsumo consciente é tudo aquilo que você está fazendo de modo que não prejudique você e nem além da pessoa. Mas neste nosso mundo são poucas as pessoas, é de contar nos dedos quem são os consumidores conscientes, onde tem noção sobre o impacto de seu próprio consumo. Onde estão estas informações? Tem que ser mais investida nos meios de comunicação, nos rótulos das embalagens, para que se tenha consciência de se levar este ou não levar aquele.
ResponderExcluirNão é só a carne, estou falando num todo, porque a carne eu acho que o André está extrapolando demais neste vídeo, que só os pecuaristas têm a culpa, e onde está o governo para fiscalizar. O discurso do consumo consciente entra um pouco na contramão, fazendo nós apenas refletirmos sobre o que está acontecendo, mas a mão pesada que tenha que entrar neste caso é a do governo para fiscalizar. As pessoas precisam se alimentar, comprar roupas, usar água, energia, mas tudo isto gera algum impacto sobre alguma coisa, pois se levar-mos ao pé da letra sobre tudo o que iremos fazer, não vamos a lugar nenhum.
O ideal é que haja uma reflexão no consumo, principalmente nas políticas de meio ambiente.
Geovane Lopes Roldão
Se os meios de comunicação devem ampliar a cobertura na área, é possível entender que o André Trigueiro está a fazer a parte dele para "apagar o incêndio".
ExcluirCom certeza não vou deixar de consumir carne. Talvez no máximo saber da procedência do produto, mas mesmo assim isso é bem difícil. No vídeo foi falado da questão da carne, mas se formos olhar o que é feito sem agredir ninguém vamos achar pouquíssimos produtos. Ou o trabalho semiescravo nos Tigre Asiáticos deixa a gente consumir produtos como tênis, eletrônicos e etc. Acho que não.
ResponderExcluirEssa é à base do capitalismo. Um povo sempre vai sair perdendo para o outro se dar bem. Na questão do consumidor o que falta é informação. Mas obvio que não viria estampado no rótulo: “Essa carne foi feita após desmatamento de 10000 hectares de floresta” e “Esse tênis foi feito por um trabalhador tailandês que recebe cinquenta centavos a hora”.
Como informar? É complicado, 99% das pessoas não vai entrar na internet para saber se a carne que está consumindo vem de boa procedência ou não. Para isto que existem os órgãos fiscalizadores. Se tem algo de errado, precisam ser punidos. Mas se isso não acontece, é quase impossível o consumidor fazer justiça. Daí entra o papel da imprensa de informar quando isso acontece. O que é raro, bem raro. Apenas casos famosos com o do Chico e da Doroty. Claro que os jornalistas devem ser bastante ameaçados se entregarem qualquer esquema. Falta segurança, faltam muitas coisas.
É difícil ver um cenário diferente do que é o explicado pelo vídeo pelos motivos que eu falei. Mas é nosso papel, de jornalista informar o que não está certo. E isso que o André Trigueiro falou existe, a população precisa ficar sabendo. Por que para tirar um presidente do poder se faz campanha na TV e para falar sobre questões sérias não existe muita divulgação? ($$)
Carlos Rauen
Interessante a sua frase sobre o capitalismo. Minha sugestão é trabalharmos para um capitalismo mais "humano". O curioso é que sempre provoco risos quando lanço essa tese...
ExcluirFalar em conscientizaçãoé facil, dificil e ela torna-se real,até porque ninguém conscientiza ninguém. Se tratando de consumo então, a coisa piora. O consumo é exagerado em roupas, eletroeletronicos, calçados, enfim em tudo. Em relação a carne citada por André, há equivocos, quando ele se refere sobre os pecuaristas. Pois se observamos bem todos tem culpa, o que falta é uma politica por falta do governo que resolva o problema sem causar danos a pecuaristas e consumidores. Mariani Rocha
ResponderExcluirFalar em conscientizaçãoé facil, dificil e ela torna-se real,até porque ninguém conscientiza ninguém. Se tratando de consumo então, a coisa piora. O consumo é exagerado em roupas, eletroeletronicos, calçados, enfim em tudo. Em relação a carne citada por André, há equivocos, quando ele se refere sobre os pecuaristas. Pois se observamos bem todos tem culpa, o que falta é uma politica por falta do governo que resolva o problema sem causar danos a pecuaristas e consumidores. Mariani Rocha
ResponderExcluirO problema não é a pecuária em si, mas é que alguns empresários do ramo não obedecem as regras do jogo...
ExcluirO vídeo é curto, mas traz uma discussão gigante. Nunca parei para pensar na carne que como e em todo o trajeto que ela passa. É até estranho parar para pensar nisso, porque comemos automaticamente. Apenas vamos ao mercado, ou açougue, e compramos a carne. Vendo o vídeo, com toda certeza consigo ver de outra forma. Mas é uma forma que não agrada ninguém. Pois quem vai ficar pensando que o seu delicioso churrasco afeta a natureza, ou a vida social de outras pessoas? É de se contar nos dedos quem pensaria nisso.
ResponderExcluirQuem sabe com propagandas na televisão e outras publicidades, as pessoas se tornam mais conscientes em relação a carne. Mas não consigo entender o que elas ganhariam se tornando conscientes. Algumas virariam vegetarianas no processo, outras apenas lembrariam que têm um churrasco para fazer no final de semana.
O jornalista fala da situação dos pecuaristas, como se eles fossem bandidos. Alguns devem ser que matam pessoas por terra. Mas outros trabalham de forma digna.Não tem como termos o país todo cheio de florestas. A mata tem diminuído, dando espaço aos pastos. Isso é ruim, mas alguém sempre tem que sofrer. Pois assim é o capitalismo. Só pensa no dinheiro.
Certa vez, uma professora da faculdade disse que a primeira tarefa do dela como educadora era desconstruir a Globo. Bom, as pessoas não iriam deixar de assistir por causa disso. Porém, iriam assistir com outros olhos. O André está no papel dele de revelar a situação. As pessoas, com a informação em mãos, é que vão decidir o que fazer.
ExcluirSaber de onde vem o produto e sua procedência é um pouco complicado. No vídeo, o jornalista lembra da Amazônia, das mortes de seringueiros e do Para na morte de missionários. Ele não fala que nesses casos os mortos foi por causa da falta de segurança, dos ideias em que defendiam,sem contar que Chico Mendes vem de uma geração que lutava pela Amazônia há muito tempo.
ResponderExcluirSer consciente não é somente deixar de comer carne, mas sim, no dia a dia ter pequenos gestos que podem transformar o dia de qualquer um. Quando ele fala da carne, ele diz que temos que ter consciência do que estamos consumindo, mas não vamos ser hipócritas, tem pessoas que não tem o que comer. Fácil falar quando se vive em um país de terceiro mundo e que muitos lutam dia a dia para por pão na mesa.
Existem sim, pessoas que são mantidas em trabalhos escravos, mas exitem leis para combater isso, e não é deixar de comer carne que vai resolver esse problema. E com certeza esses problemas não são divulgados, muitos ainda acreditam que não existem. O jornalista tem que buscar a verdade e estampá-la para todos verem o que realmente acontece.
Aline Medeiros
Essa frase resume tudo: "Ser consciente não é somente deixar de comer carne, mas sim, no dia a dia ter pequenos gestos que podem transformar o dia de qualquer um".
ExcluirBom, não sabia disso e nunca pensei nisso. Consumidores consciente no Brasil é raro, digo por mim que não sabia dessa informação. Acho que muitos não se preocupa da onde vem a carne que vai consumir, não só a carne mas outros produtos.
ResponderExcluirPenso que o cidadão não tem obrigação de saber da onde ela vem. Quem deve saber da onde ela vem e se esta legal ou não são as autoridades.
Lei esta ai para penalizar os criminosos, agora porque alguém fraldou a lei não se deve consumir carne?
Obadias Benones.
O André nos desperta para uma realidade que devemos conhecer...Isso pode ajudar, inclusive, na aplicação da lei.
ExcluirApesar de saber do processo pelo qual muita carne passa antes de chegar ao consumidor e principalmente os pontos negativos que agregam para o meio ambiente, confesso que não consigo saber a procedência da carne que como, especificamente. A conscientização é uma questão árdua de ser trabalhada, ainda mais quando não se tem muito apoio de autoridades, indústrias e principalmente dos meios de comunicação. Muitas pessoas não tem consciência de casos como esse e as que têm, boa parte simplesmente ignoram porque acreditam que frente à isso não se pode fazer nada. Quanto a carne, especificamente, fica mais claro que essa conscientização torna-se mais difícil já que os grandes latifundiários possuem poder suficiente para que tudo continue de maneira impune, tornando as terras daquela região uma terra sem lei. Muito já debatemos sobre isso na questão do desmatamento, mas outro diferencial do assunto é que a carne é um alimento muito consumido e que em hipótese alguma deixariam de comê-la. Acredito que não é necessário deixar de comer, de maneira alguma. Basta um pouco mais de informação por parte das pessoas, um pouco mais de esclarecimento, de conhecimento. Hoje, com a internet podemos ter acesso a muitas questões e sites que esclarecem esse tipo de assunto. Claro que é fácil e bonito falar, difícil é colocar em prática. Mas uma parte inegável e muito importante no discurso de André é a parte que ele fala que consumir é um ato político. O que consumidos e como consumimos acabam moldando nossa maneira de encarar os problemas apresentados na sociedade. O sistema capitalista visa lucrar no consumo desinformado e desenfreado e se as pessoas realmente não concordam devem ter um pouco de responsabilidade quando se trata desse tipo de assunto. A carne realmente é uma questão complicada, mas atualmente já podemos saber a procedência de produtos como roupas e cosméticos, por exemplo. Há algum tempo ninguém se importava de como eram fabricados esse tipo de coisas, então, quem sabe em futuro próximo a carne também possa ser consumida de uma forma mais racional. Cabe sim ao consumidor se informar, ainda que não seja fácil e para os futuros jornalistas, vale lembrar que não é preciso deixar de consumir, mas é preciso sim ser responsável.
ResponderExcluirDenise Possebon
Eu diria que hoje o consumidor está, sim, mais atento. E as empresas que querem garantir a sustentabilidade da marca precisam se adaptar a isso...
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA ideia do Andre Trigueiro sobre consumo consciente é valida, mas não é funcional. Por que mesmo que a população se interesse em saber de onde veio a carne consumida, de nada vai adiantar. Afinal na embalagem não vai dizer se foi desmatado floresta para cultivar gado ou não. E como nem todas as pessoas estão cientes sobre o desmatamento em cercos locais da Amazônia, não iria resolver.
ResponderExcluirAcredito que somente o Governo possa fazer algo que ajude a reduzir o desmatamento. Os pecuaristas tem força no Norte do Brasil, mas o Governo tem dinheiro, o exército e a vontade do povo a seu favor para acabar com o desmatamento desnecessário.
E sobre a ideia do consumo consciente, ele só daria certo se as pessoas parassem de comer carne, aí iria reduzir a produção de gado e logo o desmatamento que se faz para criar gado. Como isso é praticamente impossível de acontecer, afinal as pessoas não ligam com a forma que o animal foi morto e dilacerado para virar torresmo. Então é melhor cobrar o Governo mesmo.
Felipe Balthazar
E o curioso é que muitos dos criminosos citados pelo André estão envolvidos com partidos/governos...
ExcluirA questão abordada por André Trigueiro sobre rastrear os produtos não é válida assim, ao menos, não para o consumidor, pois se fossemos rastrear a carne, teríamos que rastrear também outros tantos produtos que compramos. Não afirmo que a consciência não é importante, mas é preciso lembrar que rastrear a origem de tudo que consumimos não é uma tarefa fácil. Além disso, precisamos de tempo o suficiente para adquirir essas informações, e nem sempre estarão disponíveis para o consumidor.
ResponderExcluirAlém de tudo isso, o próprio consumidor ainda tem a credibilidade naquilo que compra, pois tem o entendimento de que por trás de tudo isso há um órgão responsável por fazer a fiscalização dos produtos. Mesmo que muitas vezes esse (s) órgão (s) não conseguem trabalhar de forma positiva com todos os produtos, mas nós consumidores adquirimos com boa fé, crendo em ser algo legal.
Mas o alerta por si só já é válido, não é mesmo?
ExcluirAssistindo ao vídeo lembrei do filme Nação Fast Food. O longa metragem trata de todo o processo que envolve a produção dos hanburgueres nos EUA. O consumidor não tem a noção do caminho percorrido até que produto chege à ele, desde de o abate do gado até os últimos detalhes. Além disso, o filme foca na mão de obra dos latinos que é utilizada neste processo. Toda a exploração que o sistema impõe à essas pessoas para que o resultado final seja alcançado e todo o jogo político que isso tudo desencadeia.
ResponderExcluirÉ justamente sobre isso que o discurso do vídeo trata. Não acredito que simplesmente deixando de consumir isso se resolva, pois somos refém de um condicionamento que vai além das nossas intenções. Mas acho que a politização tem que estar em uma postura de cobrança e reivindicação. Exigindo que haja um monitoramento e controle de todas essas ações por parte do Estado.
Tadeu Spilere
Concordo. E renovação na política também. Às vezes, comentamos que os nomes são sempre os mesmos. Mas por que a gente não vai lá fazer a nossa parte, não é mesmo? Bom, se você se candidatar, me chama pra ser assessor. Ou ministro...hehehe...
ExcluirBom, se formos rastrear tudo o que consumimos não viveremos. Mas acredito que esse não é dever de quem consome, e sim de quem libera esses produtos. O nosso dever é enquanto consumidores analisar a necessidade de se consumir algo. Ser consumidor consciente não é saber de onde ver os produtos, mas sim evitar desperdícios, reaproveitar o máximo os materiais, reciclar, etc. Como seres humanos ter hábitos conscientes.
ResponderExcluirAna Acordi
Bem, se pararmos nem que seja por alguns segundos para pensar no processo em que cada produto que consumimos passa até chegar em nossas mãos, não comeriamos nada então! Sei que algumas coisas são de nosso conhecimento, já outras necessitam de pesquisa para que se possa entender exatamente o contexto. E não é algo fácil e que se encontra em qualquer lugar, a divulgação é algo bastante pobre, pois a maioria da população é leiga sobre este assunto.
ResponderExcluirO jornalista generaliza de tal forma que acaba formando uma imagem de que todo pecuarista é um matador mesquinho. Pobre colocação do profissional, pois felizmente o fato não é bem assim. Ele estufa o peito para falar do consumo conciente, mas nada me admira se exatamente neste momento domingo quase meio dia o churrasco dele esteja assando para alimenta-lo no almoço.
Não vou deixar de comer carne, apesar de consumir em baixa escala vou continuar no fluxo. Consumi-la é um prazer para o ser humano está presente nas comemorações com os amigos, famíliares e já é tradição em muitas culturas.
Quando se trata de uma disputa, sempre alguém vai sair perdendo é fato. Se a solução para mudar tudo que estivesse irregular fosse parar de consumir carne, aí sim concordo em não come-la. Rafaela Trombin Maciel
Não sei se devemos nos conformar com o fato de alguém estar perdendo...
ExcluirEssa informação eu já havia lido. Quem lê qualquer revista sobre meio ambiente e política, teria o conhecimento sobre o que o jornalista ressaltou no vídeo. Concordo com ele quando ele diz que temos que ter a consciência de onde vem o nosso alimento, saber que até a carne que vou comer no almoço, até chegar à minha mesa passou por um processo. Obviamente que eu sei que é desmatado matas para a criação de cabeças de gado, mas ao mesmo tempo, precisamos nos alimentar. Mas o que também tem que ser debatido é que as áreas estão sendo tomadas, com o consentimento do governo. Ninguém fala nada sobre isso, o governo tem que limitar e fiscalizar. Ou vocês acham que o Brasil inteiro tem que parar de comer carne? Vem cá, o motor de uma motocicleta, polui mais do que um carro, você não usa mais sua moto por isso? O que tem que haver é um consumo consciente, fiscalização do governo para proteger a Amazonia. Lucas Sabino
ResponderExcluirInteressante a comparação que você fez entre a moto e o carro. Existem outros exemplos parecidos. A ideia não é relativizar tudo, mas essas comparações são importantes para ampliar nossa visão.
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ResponderExcluirAcredito que o consumo consciente só vai haver quando toda uma política e educação forem impregnadas na sociedade. Assim como foi com o consumo exacerbado. Ou vocês acham que somos consumistas porque nascemos pensando em comprar? A influência do consumo está sempre ligada à comparação de uma sensação. O prazer é uma delas. No entanto, apesar de consumir mais, quando há uma publicidade de determinado produto, algumas pessoas procuram saber sua origem, porque muitas vezes duvidam da qualidade exibida na mídia. Por exemplo Mc Donalds, Subway, etc.
ResponderExcluirMas agora, quanto à necessidade? Precisamos nos alimentar para sobreviver. A carne é um produto tão necessário na mesa de carnívoros que ninguém se dá o trabalho de realizar toda uma ideologia e propaganda para ser comprada. Talvez seja por isso que não é questionada sua origem. Somos tão acostumados a comprar e questionar somente o que nos seduz, que esquecemos que produtos de nossas necessidades também devem ser questionados.
Isso me lembra aquelas discussões que tivemos sobre finanças pessoais. No comercial do banco, não vem frases como "use com moderação".
ExcluirAtualmente existe uma série de sistemas utilizados para mostrar a origem da carne ingerida pelo consumidor. O detalhe nisso tudo é que elas são utilizadas principalmente para fim comercial e não social. Recentemente tive contato com um comprador/intermediador de carnes que atende grandes redes supermercadistas de Criciúma e região. Explicou-me que os detalhes da origem do produto são os mais variados possíveis,desde a idade do animal até a origem dele e, ainda, quem era a matriz geradora do animal. Mas, como ressaltado, apenas para fins comerciais. Outro artificio bastante utilizado e agora obrigatório em todos os bovinos e bubalinos é o tal do brinco. Ali são registradas parte das informações necessárias do animal. E para completar, recém criado principalmente em SC, o Guia de Trânsito Animal - GTA . O documento, exigido para movimentação de animais agora passa a ser emitido eletronicamente em qualquer uma das unidades de Defesa Agropecuária do estado ou Postos Municipais, que funcionam através de convênio com as prefeituras. Tendo como base todas estas tecnologias para rastreamento do animal, e consequentemente da carne, falta apenas a iniciativa da divulgação destas informações de forma clara nas gondolas de supermercado aos consumidores. Ao meu ver, isso não deverá acontecer. O motivo é simples. Mercado. Se as pessoas sabem que a carne é oriunda de um local de desmatamento ou de conflitos agrários acabará comprando o outro produto. Mas vale ressaltar que isso também dependerá do concumidor CONSCIENTE.
ResponderExcluirCerta vez, uma batatinha que sempre liderava o mercado perdeu espaço para a concorrente. Esta última escreveu na embalagem "sem colesterol". O problema é que ambas as batatinhas eram fritas em óleo vegetal, ou seja, não tinham colesterol. Para voltar ao topo, a antiga líder escreveu na embalagem a frase "totalmente sem colesterol". E recuperou as vendas.
Excluira questão levantada é boa para discução, mas não seria viavel por em prática. Não é função do cidadão comum vigiar e rastrar a origem daquilo que consome, quem deveria fazer isso são os orgãos competentes, e se nem os que devem nao fazem, muito menos o fará o cidadão.
ResponderExcluirA relação feita pelo jornalista entre cidades com alto índice de violência e pecuária é, no mínimo, subjetiva. Uma coisa pode estar ligada a outra, porém não nas proporções citadas. Foi o mesmo que ocorreu nos EUA na década de 1920, quando implantaram a lei seca achando que criminalidade das cidades estava diretamente vinculada com o consumo de alcool. Após 12 anos viram que a situação nao havia melhorado e a lei foi abolida.
A questão de se importar com a procedencia dos produtos que consumimos é nobre, mas porque então se importar somente com a carne? Se fossemos boicotar todos os produtos de origem duvidosa que usamos acabariamos regredindo pra idade da pedra. Vivemos em uma sociedade capitalista, que muitas vezes chega a ser desumana, mas dos males o menor.
Gabriel Bosa.
Será que o fato de vivermos em uma sociedade capitalista é uma explicação com a qual devemos nos conformar?
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